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16 de julho de 2014

Convite para lançamento do livro: Baladas para violão de cinco cordas


Amigos. Dessa vez eu não vim escrever alguma resenha sobre determinado livro que eu tenha gostado. Estou aqui apenas para convidá-los para o lançamento do meu livro de poemas Baladas para violão de cinco cordas. O evento acontecerá em Sobral, cidade localizada no interior do Ceará. Porém se você é de outro estado e quiser adquirir o livro basta ir na loja virtual da Editora Penalux e solicitar o seu. 

O meu livro terá a honra de ser apresentado por José Luís Lira, escritor, e, presidente da Academia Sobralense de Estudos e Letras. Na orelha do livro eu teorizo rapidamente um pouco sobre a balada-poética: "Geralmente são poemas musicais líricos-dramáticos. Ou poesia de caráter narrativo. Na estética romântica o termo "balada" era utilizado para referir-se a temas instrumentais (pianos, clarinete, violoncelos...). Dicionário definição de Balada: "Corruptela do original em francês "BALLADE", significava uma peça musical de um único movimento, com qualidades narrativas dramáticas, elaborada por volta do Séc. XIV." O posfacio é assinado pelo amigo, e editor desse site, Nathan Matos, o texto intitula-se A solidão entre baladas. Mais à frente publicaremos aqui este texto.

Aos que puderem ir ao evento fica o convite. Deixo abaixo alguns links informativos sobre o livro. 


Link para ler um trecho do livro: http://pt.calameo.com/read/0018123012a5f1cd34e90

Alguns poemas do livro:

balada para violão de cinco cordas

I

essa é a história de chico
mais um dentre tantos
que ardem por justiça
chico era homem casado
(de uma mulher só)
pai; amigo; xadrezista; filósofo e sonhador
cansou sem grandes alardes da vida
dizia que
viver é uma atividade repetitiva e cansativa
um belo dia
disse à mulher e aos filhos que iria se encontrar com Deus.
no mesmo dia
voltando para casa
chico ao atravessar a avenida
foi engolido por um caminhão
não resistiu


II

PSIU!!
reza a lenda que chico
era um filósofo suicida



ode a sulamita


Eu dormia, mas o meu coração velava; e eis a voz do meu amado que está batendo"
Cantares de Salomão 5:2

I

eu não dormi aquela noite
passeei pela noite seguindo o ritmo
das batidas cardíacas de minha amada.
a voz de minha amada
é a força motora de meu barco a vela.
navegar em seus lábios
é melhor que o vinho.
minha amada é como a pomba
não a prendo em minhas mãos.
ela é delicada, linda, graciosa e sutil
como a mirra exposta ao sol


II

assim como as muralhas de Jerusalém
os braços de minha amada me protegem.
ela me afaga com o mesmo cuidado
que um pastor afaga as suas ovelhas
o seu corpo é o meu telhado
num dia de chuva
o seu cabelo é mais cheiroso e afável
que os campos do Líbano
que Deus me perdoe
por ter escrito o nome de minha amada
no caule do cedro de meu jardim


III

minha amada é majestosa
como os montes Moriá, Sião e Sinai.
os braços de minha doce e amada Sulamita
são navegáveis e afogáveis
como o mar mediterrâneo.
a sua presença é mais refugiosa
que estar em En-gedi.


IV

ela é a fonte dos jardins
ela é a força dos cavalos
ela é o eco das cavernas
ela é o horizonte
ela é o azul do mar
ela é o sol se pondo
ela é minha amada:

sulamita.
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