Convite para lançamento do livro: Baladas para violão de cinco cordas
Amigos. Dessa vez eu não vim escrever alguma resenha sobre determinado livro que eu tenha gostado. Estou aqui apenas para convidá-los para o lançamento do meu livro de poemas Baladas para violão de cinco cordas. O evento acontecerá em Sobral, cidade localizada no interior do Ceará. Porém se você é de outro estado e quiser adquirir o livro basta ir na loja virtual da Editora Penalux e solicitar o seu.
O meu livro terá a honra de ser apresentado por José Luís Lira, escritor, e, presidente da Academia Sobralense de Estudos e Letras. Na orelha do livro eu teorizo rapidamente um pouco sobre a balada-poética: "Geralmente são poemas musicais líricos-dramáticos. Ou poesia de caráter narrativo. Na estética romântica o termo "balada" era utilizado para referir-se a temas instrumentais (pianos, clarinete, violoncelos...). Dicionário definição de Balada: "Corruptela do original em francês "BALLADE", significava uma peça musical de um único movimento, com qualidades narrativas dramáticas, elaborada por volta do Séc. XIV." O posfacio é assinado pelo amigo, e editor desse site, Nathan Matos, o texto intitula-se A solidão entre baladas. Mais à frente publicaremos aqui este texto.
Aos que puderem ir ao evento fica o convite. Deixo abaixo alguns links informativos sobre o livro.
Link para adquirir o livro na loja da editora: http://www.editorapenalux.com.br/loja/product_info.php?cPath=34&products_id=187
Link para ler um trecho do livro: http://pt.calameo.com/read/0018123012a5f1cd34e90
Alguns poemas do livro:
Alguns poemas do livro:
balada
para violão de cinco cordas
I
essa
é a história de chico
mais
um dentre tantos
que
ardem por justiça
chico
era homem casado
(de
uma mulher só)
pai;
amigo; xadrezista; filósofo e sonhador
cansou
sem grandes alardes da vida
dizia
que
– viver é
uma atividade repetitiva e cansativa
um
belo dia
disse
à mulher e aos filhos que iria se encontrar com Deus.
no
mesmo dia
voltando
para casa
chico
ao atravessar a avenida
foi
engolido por um caminhão
não
resistiu
II
– PSIU!!
reza
a lenda que chico
era
um filósofo suicida
ode
a sulamita
“Eu dormia, mas o meu coração velava; e eis
a voz do meu amado que está
batendo"
Cantares de Salomão 5:2
I
eu
não dormi aquela noite
passeei
pela noite seguindo o ritmo
das
batidas cardíacas de minha amada.
a
voz de minha amada
é
a força motora de meu barco a vela.
navegar
em seus lábios
é
melhor que o vinho.
minha
amada é como a pomba
não
a prendo em minhas mãos.
ela
é delicada, linda, graciosa e sutil
como
a mirra exposta ao sol
II
assim
como as muralhas de Jerusalém
os
braços de minha amada me protegem.
ela
me afaga com o mesmo cuidado
que
um pastor afaga as suas ovelhas
o
seu corpo é o meu telhado
num
dia de chuva
o
seu cabelo é mais cheiroso e afável
que
os campos do Líbano
que
Deus me perdoe
por
ter escrito o nome de minha amada
no
caule do cedro de meu jardim
III
minha
amada é majestosa
como
os montes Moriá, Sião e Sinai.
os
braços de minha doce e amada Sulamita
são
navegáveis e afogáveis
como
o mar mediterrâneo.
a
sua presença é mais refugiosa
que
estar em En-gedi.
IV
ela
é a fonte dos jardins
ela
é a força dos cavalos
ela
é o eco das cavernas
ela
é o horizonte
ela
é o azul do mar
ela
é o sol se pondo
ela
é minha amada:
sulamita.

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