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24 de outubro de 2014
"Cantos", de Sahmaroni Rodrigues

"Cantos", de Sahmaroni Rodrigues



O movimento natural do Universo, criação e destruição, que transborda em uma sintaxe explosiva, ecoando em uma polissemia de vozes, fazendo do estranho belo e do belo estranho. Esse é o tom do primeiro livro de Sahmaroni Rodrigues, Cantos. Em seus contos “o tumulto na vida das personagens roda nas engrenagens da carne e da alma”. Com uma sintaxe sofisticada e desconstruída, Cantos é o quinto livro publicado pela Editora Substânsia e o livro de estreia do artista performático, escritor e educador Sahmaroni Rodrigues. A capa é assinada por Lily Oliveira e o projeto gráfico por Nathan Matos. O lançamento ocorrerá dia 29 de outubro às 18:30 horas, Candeeiro Café&Arte, Rua Wanderly Uchôa, 230. Benfica, Fortaleza-CEO livro será vendido a R$ 30,00.

Sahmaroni Rodrigues nasceu em Catarina-CE. Formado em Letras pela UFC. Doutorando em Educação Brasileira: entende a academia como um conjunto de linhagens espirituais, assim como a Umbanda é, as neopentecostais o são e o ateísmo também. Participou até 2012 do coletivo artístico Projeto Cadafalso com trabalhos que transitavam entre literatura e artes visuais. Tem como lema: Amor fati. É feliz.

Abaixo, um dos textos do livro



Um homem honrado

E com os olhos vermelhos fui à sua casa e lhe disse: Devolva-me tudo que é meu! Olhos nos meus abriu sua gaveta de contas pagas e me devolveu uma algema sem as chaves e um pau duro e solitário.

Sahmaroni Rodrigues

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18 de setembro de 2014
Voo feito de fel

Voo feito de fel

(Imagem: David Herrera)
 
Ela sentou-se à calçada porque era aquele seu local preferido. De hoje.
Ela nunca teve locais preferidos. Na verdade qualquer espaço feito de silêncio sólido, daqueles que a maioria das pessoas odeia, ela adora.
Ainda mais hoje.
Hoje era dia grande como uma manhã que já nasce com promessas de demorar-se até alcançar o almoço. E, até chegar a hora do almoço, há um longo caminho de horas que se desfiam inteiras sem desconfiarem o porquê. Horas vãs que vão e que vêm como um voo feito de fel.
Nada se digna a acontecer que ultrapasse o limite das horas ou que as faça parar, ou melhor ainda - pensou ela - que as faça voltar num retroceder de minutos sucessivos em que só ela se dê conta.
As pessoas nos seus afazeres normais, correndo, atravessando as ruas, carregando as compras e os ponteiros a rolar para trás. Só ela, o relógio e o silêncio a dominar o que todos aprenderam com o tempo.
Chegado o almoço, é tarde. A tarde é uma fortaleza de grades em que se prende o sol. Ficam ali os raios a guiarem-se por todos os lados, uma hora em um ponto, às duas, bate na parede, às três, escorre pela porta, às quatro, derrama-se pela calçada e às cinco, como que despedindo-se, alcança a rua. Mas, todos os dias, eles voltam ao mesmo lugar e lamentam-se de não poder correr dali. E assim, a tarde caminha vazia cheia de luzes e barulhos, a não ser pra ela, que carrega nos ouvidos, o mais abissal e feliz dos silêncios.

Ayla Andra In "O Mais Feliz dos Silêncios"
Ed. Sustânsia, 2014. Fortaleza-CE

***

O mais feliz dos silêncios é o livro de estreia de Ayla Andrade. Em suas páginas, o silêncio, como diria o poeta Francisco Carvalho, “essa figura geométrica”, vai tomando diversas formas, tons e cores, perpassando múltiplas personagens femininas e colocando o leitor em uma montanha-russa de emoções com o passar das horas. Com ilustração de Capa da artista Tereza Dequinta, este é o quarto livro publicado pela Editora Substânsia, primeiro de contos. O lançamento ocorrerá dia 9 de outubro às 18:30 horas, na Biblioteca Municipal Dollor Barreira, Av. da Universidade, 2572. Benfica, Fortaleza-CE. O livro será vendido a R$ 30,00.






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29 de julho de 2014
Maersk Alabama, entre Fortaleza e Irlanda.

Maersk Alabama, entre Fortaleza e Irlanda.


Joice e Ramon em Ilustração de Ramon Cavalcante


Dia 30 de julho de 2014, (quarta-feira), a escritora cearense Joice Nunes lançará o livro de sua autoria, "Maersk Alabama”, uma publicação independente que conta com ilustrações do quadrinista Ramon Cavalcante.  O evento ocorrerá no restaurante Mambembe-Comida e Outras Artes (Rua dos Tabajaras, 368), a partir das 19h. Durante o evento serão projetadas em 3d mapping fotografias antigas e atuais de figuras anônimas nas praias de Fortaleza, além de contar com a presença dos djs Darwin Marinho e Estácio Facó. Também serão projetados os filmes "É Proibido Pular" de Lucas Coelho, e "Riozinho", da produtora Nigéria.

“Maersk Alabama” é um pequeno livro com seis textos escritos durante o ano de 2013 durante a estadia da autora na cidade de Dublin, na Irlanda. A distância da sua cidade natal a fez refletir, a partir da ótica da ausência, sobre a importância do mar de Fortaleza para a constituição de si mesma. Os textos também fazem uma crítica ao modo através do qual a cidade vem sendo erguida, priorizando a lógica de uma pretensa modernidade em detrimento de sua história. As ilustrações de Ramon Cavalcante dialogam de forma profunda e sensível com todos os textos, sendo possível dizer que há uma simbiose imprescindível entre o que está escrito e o que está ilustrado.

 Teaser do Lançamento

Sobre Joice Nunes

Joice Nunes é natural de Fortaleza, tem 32 anos e trabalha como revisora de textos e redatora. Como escritora, lançou o livro “Metropolis” (La Barca, 2012), participou da antologia de textos breves “Trânsitos de Leitura”, organizada por Flávia Memória e Érica Zíngano e publicou diversos textos na Revista Aldeota (2011), assim como no jornal O Povo.

Sobre Ramon Cavalcante

Ramon Cavalcante estudou comunicação, artes visuais e cinema. Já trabalhou com desenho animado, quadrinhos e ilustração em geral. Autor dos projetos "Cidades Internas", "Troco de Quadrinhos" e "Quinta-Feira".

                                                                                   Serviço


Evento: Lançamento do livro Maersk Alabama
Autora: Joice Nunes
Ilustrações: Ramon Cavalcante
Data do evento: 30 de julho de 2014 (quarta-feira)
Horário: 19h
Preço: 30 reais
Local: Mambembe- Comida e Outras Artes (Rua dos Tabajaras, 368)

Contato: 96581965/30350120


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16 de julho de 2014
Boto Cinza Cor de Chuva, Livro Infantil de Raymundo Netto será Lançado dia 19 de Julho

Boto Cinza Cor de Chuva, Livro Infantil de Raymundo Netto será Lançado dia 19 de Julho


Numa enseada, em dia chuvoso, um filhote de boto é preso numa cachoeira. Medo, angústia. Estaria perdido, mas… Em Boto cinza cor de chuva, a história de uma amizade aparentemente impossível: a de Pedro, um menino pescador, e "Chuva", o boto-cinza. Suba na ponte ou no dorso de uma onda verdinha, Tome nas mãos este livro e saiba como tudo aconteceu!

Boto cinza cor de chuva é uma narrativa poética, que trata, em texto leve e fluente, da amizade, do respeito às diferenças e do meio ambiente, sem esquecer de ser literatura. As riquíssimas ilustrações de Raisa Christina, feitas em lápis de cor, oferecem um atrativo especial ao olhar infantil. É um presente que pode incentivar as suas crianças, sejam elas filhos, sobrinhos, netos, a tomarem aquele gostinho mágico da leitura. Leve-os, num programa de final de tarde de sábado, para ouvir a história contada pela Casa do Conto. Vamos tentar?

Sobre o autor

Raymundo Netto é escritor, designer, quadrinhista e produtor cultural. Estreou na literatura em 2005, com o romance Um Conto no Passado: cadeiras na calçada, ganhador do I Edital de Incentivo às Artes da SECULT/CE. Em 2007, seu livro de contos, Os Acangapebas, ganhou o Edital de Literatura da Funcet (SecultFOR), sendo lançado apenas em 2012, após receber o Prêmio Osmundo Pontes da Academia Cearense de Letras.
Em 2005, passou a integrar o conselho editorial do CAOS Portátil: um almanaque de contos e, mais tarde, seria coeditor da revista literária Para Mamíferos. Em 2007, passou a escrever crônicas para o Caderno "Vida & Arte" do jornal O POVO. De 2008 a 2012 integrou a equipe da Coordenadoria de Políticas do Livro e de Acervos da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, na qual, além de publicar, em dois anos, cerca de 80 livros de autores cearenses, dentre eles, obras raras, escreveu, em 2010, a Cronologia Comentada de Juvenal Galeno, na coleção Obra Completa por ele organizada, e, também em 2010, foi membro do Conselho Curador da IX Bienal Internacional do Livro do Ceará, redator e elaborador do "Prêmio Literário para Autor Cearense" e um dos coordenadores da "I Feira do Livro do Ceará em Cabo Verde", em 2011. Em 2013, a convite do departamento de patrimônio da SecultFOR, escreveu Centro: coração malamado, da coleção Pajeú, projeto de Gylmar Chaves. Em 2014,Crônicas Absurdas de Segunda, coletânea de crônicas, foi contemplada com o Edital de Incentivo às Artes da Secult.
Dentre suas obras de literatura infantojuvenil: A Bola da Vez (2008), A Casa de Todos e de Ninguém (2009) e Os Tributos e a Cidade (2011), todos publicados pelas Edições Demócrito Rocha, destinados a projetos.
Em 2012, recebeu a Medalha Boticário Ferreira, da Câmara Municipal de Fortaleza.
Atualmente é editor adjunto das Edições Demócrito Rocha e mantém, desde 2009, o blog AlmanaCULTURA.

SERVIÇO

Lançamento: Boto cinza cor de chuva, livro infantil de Raymundo Netto. (Edições Demócrito Rocha)

Data: 19 de julho (sábado), às 17h
Local: Espaço O POVO de Cultura & Arte
(av. Aguanambi, 282 - jornal O POVO)*
Participação especial:
A Casa do Conto, de contadores de histórias, fará a leitura
da história para as crianças
Investimento cultural: R$ 26,00
(*) o Estacionamento Central, ao lado do jornal O POVO, terá vagas gratuitas
para o público participante)


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Convite para lançamento do livro: Baladas para violão de cinco cordas

Convite para lançamento do livro: Baladas para violão de cinco cordas


Amigos. Dessa vez eu não vim escrever alguma resenha sobre determinado livro que eu tenha gostado. Estou aqui apenas para convidá-los para o lançamento do meu livro de poemas Baladas para violão de cinco cordas. O evento acontecerá em Sobral, cidade localizada no interior do Ceará. Porém se você é de outro estado e quiser adquirir o livro basta ir na loja virtual da Editora Penalux e solicitar o seu. 

O meu livro terá a honra de ser apresentado por José Luís Lira, escritor, e, presidente da Academia Sobralense de Estudos e Letras. Na orelha do livro eu teorizo rapidamente um pouco sobre a balada-poética: "Geralmente são poemas musicais líricos-dramáticos. Ou poesia de caráter narrativo. Na estética romântica o termo "balada" era utilizado para referir-se a temas instrumentais (pianos, clarinete, violoncelos...). Dicionário definição de Balada: "Corruptela do original em francês "BALLADE", significava uma peça musical de um único movimento, com qualidades narrativas dramáticas, elaborada por volta do Séc. XIV." O posfacio é assinado pelo amigo, e editor desse site, Nathan Matos, o texto intitula-se A solidão entre baladas. Mais à frente publicaremos aqui este texto.

Aos que puderem ir ao evento fica o convite. Deixo abaixo alguns links informativos sobre o livro. 


Link para ler um trecho do livro: http://pt.calameo.com/read/0018123012a5f1cd34e90

Alguns poemas do livro:

balada para violão de cinco cordas

I

essa é a história de chico
mais um dentre tantos
que ardem por justiça
chico era homem casado
(de uma mulher só)
pai; amigo; xadrezista; filósofo e sonhador
cansou sem grandes alardes da vida
dizia que
viver é uma atividade repetitiva e cansativa
um belo dia
disse à mulher e aos filhos que iria se encontrar com Deus.
no mesmo dia
voltando para casa
chico ao atravessar a avenida
foi engolido por um caminhão
não resistiu


II

PSIU!!
reza a lenda que chico
era um filósofo suicida



ode a sulamita


Eu dormia, mas o meu coração velava; e eis a voz do meu amado que está batendo"
Cantares de Salomão 5:2

I

eu não dormi aquela noite
passeei pela noite seguindo o ritmo
das batidas cardíacas de minha amada.
a voz de minha amada
é a força motora de meu barco a vela.
navegar em seus lábios
é melhor que o vinho.
minha amada é como a pomba
não a prendo em minhas mãos.
ela é delicada, linda, graciosa e sutil
como a mirra exposta ao sol


II

assim como as muralhas de Jerusalém
os braços de minha amada me protegem.
ela me afaga com o mesmo cuidado
que um pastor afaga as suas ovelhas
o seu corpo é o meu telhado
num dia de chuva
o seu cabelo é mais cheiroso e afável
que os campos do Líbano
que Deus me perdoe
por ter escrito o nome de minha amada
no caule do cedro de meu jardim


III

minha amada é majestosa
como os montes Moriá, Sião e Sinai.
os braços de minha doce e amada Sulamita
são navegáveis e afogáveis
como o mar mediterrâneo.
a sua presença é mais refugiosa
que estar em En-gedi.


IV

ela é a fonte dos jardins
ela é a força dos cavalos
ela é o eco das cavernas
ela é o horizonte
ela é o azul do mar
ela é o sol se pondo
ela é minha amada:

sulamita.
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1 de julho de 2014
Lançamento Trato de Levante

Lançamento Trato de Levante


Trato de Levante (editora Patuá), segundo trabalho poético de Bellé Jr., é um livro de poesia narrativa com tendência pornográfica e apelo libertário.

Apaixonada e profundamente sulamericana, a obra conta dos dias que sucederam a revolução social, estalada em 2013 junto às jornadas de junho. No sudoeste do Paraná elas culminaram na vitória sangrenta dos rebeldes e na instauração de um território livre: o Quilombo. Após o Levante, há um mundo a ser reerguido, uma realidade a ser inventada. É quando uma poeta negra, viajante de espírito livre, desembarca dentro das fronteiras insurgentes. Chama-se Valentina e traz consigo, na mochila, outra revolução imprescindível, outro levante inédito e inadiável. Ela vem atrás de recrutas.

O livro foi iniciado no Brasil e finalizado nos Estados Unidos. Em São Paulo, a maior parte das poesias-guia foi escrita. Apesar de se tratar de poesia narrativa, de uma história com começo, meio e fim, há também versos soltos e independentes, versos estes que guiam o desenrolar do enredo.



Na segunda metade de 2013, Bellé foi aceito em duas residências artísticas: Yaddo Art Colony e Art Farm Nebraska. Durante quatro meses, permaneceu isolado entre os jardins de Saratoga Springs e o deserto verde da pequena Marquette. Lá escreveu toda a voz feminina presente no livro, rearranjou a relação de seu homônimo, de seu xará com a protagonista Valentina, até o livro conhecer seu desfecho. 

Duas dessas poesias tornaram-se músicas. A mais explícita delas,  “Escombro” foi rebatizada pelo cearense Daniel Groove e tornou-se “Teu Homem”. Foi gravada no estúdio Cambuci Roots e produzida por João Vasconcelos. O mesmo com “O tempo das horas”, composta pelo paraense Saulo Duarte, música oriunda dos esfumaçados versos de “Um beque a dois”.

Outras duas poesias do Trato de Levante tornaram-se roteiro para o curta-metragem “O poente orgasmo de Valentina”, do diretor Alexandre Paschoalini, a ser lançando em agosto de 2014.


_Para comprar o livro - CLIQUE AQUI

_Link para o evento de lançamento - CLIQUE AQUI

Bellé Jr., 29, é poeta nascido em Francisco Beltrão, sudoeste do Paraná. Foi criado entre Curitiba e os Campos Gerais, mas acabou radicado em São Paulo, onde vive há sete anos. Em 2010 publicou de forma independente o primeiro livro de poesias, O Sonhador Que Colhe Berinjelas na Terra das Flores Murchas. Sua  terceira edição esgotou durante a Feira Plana 2, mas a versão digital segue gratuita. É também jornalista, autor do livro reportagem “Balaclavas & Os Profetas do Caos” (Livro Novo).

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29 de maio de 2014
Era uma vez um padre e um rei...

Era uma vez um padre e um rei...



Mariza Baur lança livro infantojuvenil
Era uma vez um padre e um rei... aborda a relação de afeto entre avô e neto
em um cenário composto pelas tradições gaúchas

“Gosto das aventuras deste livro.
Elas nos ensinam muitas coisas, principalmente
o amor à natureza e aos costumes de um tempo que,
no Rio Grande do Sul,  ainda é muito presente.”
Luiz Antonio de Assis Brasil



Era uma vez um padre e um rei... (Editora Marcavisual, 32 páginas) retrata a transmissão dos costumes de uma cultura fortalecida por laços afetivos. O livro de estreia da jornalista, escritora e advogada Mariza Baur tem ilustrações da artista Aline Daka e projeto gráfico de Airton Cattani.

A obra infantojuvenil narra a história de amor entre Daniel e seu avô. O menino, que adora ouvir as histórias do avô, está triste porque ele deixou de contá-las. Daniel, inconformado, faz de tudo para que o avô volte a contar as aventuras que o encantam, casos engraçados e lendas como a do Negrinho do Pastoreio, do Sepé Tiaraju e da princesa moura encantada que mora na barranca do rio. O desfecho, repleto de ternura, reserva uma surpresa aos leitores.  

Mariza Baur é jornalista, escritora, advogada, procuradora do Ministério Público. Estudou Direito na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco - Universidade de São Paulo (USP) e Jornalismo na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Foi diretora da UBE - União Brasileira de Escritores. Tem contos, crônicas e poesias publicados em diversas antologias. Recebeu prêmios literários no Brasil e na Itália. Vive e trabalha em São Paulo, mas a amizade e a literatura a levam sempre ao Rio Grande do Sul.

Era uma vez um padre e um rei...
Mariza Baur
Editora Marcavisual
Capa dura, 32 páginas, formato 21x28 cm. 
R$ 48

Evento de lançamento do livro Era uma vez um padre e um rei..., de Mariza Baur
São Paulo: dia 31 de maio (sábado), às 15 horas – Livraria da Vila – Lorena
Al. Lorena, 1731 / Tel.: (11) 3062-1063
Na ocasião, haverá contação de histórias com o grupo Espaço Sambalelê, às 16h.


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27 de março de 2014
9 poemas inéditos de Bruna Escaleira

9 poemas inéditos de Bruna Escaleira



por Bruna Escaleira

entranhamento é o livro de estreia de Bruna Escaleira e reúne sua produção entre 2012 e 2013. A autora, que já publicou poemas em revistas e realiza vários projetos literários, agora nos reúne algumas séries de poemas em uma obra única de mais fôlego, editada pela Patuá. O lançamento será na quinta-feira 27 de março no Bar Canto Madalena (Rua Medeiros de Albuquerque, 471, Vila Madalena), das 19h às 23h. 
presente

ao meu avô

busco um cheiro que já não existe
sinto saudades de algo que nunca foi
pairo numa melancolia confusa
que farfalha sorrisos internos
imprevisíveis

de súbito, a vista da janela me desanuvia a mente
os pisca-piscas mal colocados
a televisão ligada na penumbra da sala
aconchego de porta aberta
me comovem

e o que me sobra é a presença do seu conforto
deslocada nesta cena
e nos meus olhos 
   

despir-se

escrever é o ato público
mais íntimo
porque as letras tocam apenas
quando a pele se faz eu lírico
só o poeta nu
escuta as flores


entranhamento

uma pele bem tocada
é superfície de entranhas


língua vital

do que é que o corpo fala que idioma nenhum participa?
que nem o gesto mais sutil apreende?
só o toque no toque, de fato, transmite
os mistérios profundos que nos movem as entranhas

seria o sexo a única forma de comunicação real?
capaz de transpor fronteiras entre seres
e uni-los na verdadeira língua materna
sabedoria de gaia, pacha mama, ciclo vital

idioma que todos nascemos sabendo
e por não saber da própria sabedoria
acabamos, com esforço, esquecendo

chega um dia em que tal lembrança nos falta
e buscamos nas línguas e linguagens todas
a essência perdida que nunca carregam


sexualidade
ou imensidão

no oceano da pele
nado em águas livres


a garota do hímen ½ rompido

lá vai a garota do hímen meio rompido
abalado, mas resistente
resquício de honra confuso

- você é virgem?
- mais ou menos.
- ?

lá vai ela, vontade errante
metade, rompeu com um
a outra, perdeu com outro
o restinho, foi-se com um terceiro

- quem tirou sua virgindade?
- ninguém.
- então ainda é donzela?
- ?

lá vai a garota, agora sem hímen
foi-se a película, nasceu a pele
de corpos em corpos, conhece seu próprio
amarras alheias já não lhe seguram

- afinal, você perdeu a virgindade?
- não, ganhei a liberdade.
- e foi com quem?
- comigo.

lá vai ela, mundo afora
nem tente acompanhá-la
hímen rompido
integridade intacta


poema escarrado

este poema saiu assim porque eu queria cuspir na sua cara

este

este amor é leve
feito espinho fino
suavemente arrebata
o peso duma solidão

ainda não sei seu gosto
arrisco erva doce crua
hortelã gelada
ou morangos

cheiro de gelo
pele de blues
este amor tem som de azul
olhos de mar cristalino

quando descobri que o amor são muitos
o amor ficou maior
e possível
posso dizes este ou aquele
e ainda outro e tantos
mas o único amor que existe
é este que ama
presente

presságio

as nuvens são indicadores de mudança. quando o céu se forma bem alto e grande e o ar fica espesso da minha janela, é tempo do novo vento passar. na fresca da madrugada, o ar se areja e forma-se um vale desta colina até a parede de nuvens ao longe. são tão consistentes, parecem uma enorme encosta de montanha homogênea, sem rachaduras. destacam-se, porém, alguns cúmulos menores, mais fluidos, como árvores frente à chapada. são estas, pequeninas, as que se movem com a passagem da revolução.

elas vêm pra dizer que não há renovação sem delicadeza.

.quem não é capaz de sentir as cócegas do vento,
não pode sonhar


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20 de fevereiro de 2014
03 anos de Patuá

03 anos de Patuá




A Editora Patuá e o Hussardos Clube Literário convidam a todos para festa de aniversário de 03 anos da Editora Patuá. A entrada para o evento é totalmente gratuita e os livros da Patuá serão vendidos com descontos de 20 a 50%. Em 03 anos, a Patuá publicou quase 200 títulos, quase todos de autores estreantes! Também serão lançados cinco títulos, além da noite de autógrafos dos poetas, haverá apresentações musicais, venda de livros e leituras.

Lançamentos: 
Antese, livro de poemas de Gilberto Canto

Anzol de pescar infernos, de Ana Elisa Ribeiro

Parapeito, de Caio Garrido

Des. caminhos, de Adri Aleixo


De pé, de Leonardo Mathias


Serviço:
Dia 22/02 (fevereiro) das 15 às 24h
Rua Araújo, 154 – 2o andar – República – São Paulo – SP.

Informações sobre a Editora Patuá: www.editorapatua.com.br

Entrevista com o editor Eduardo Lacerda AQUI
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