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11 de agosto de 2014
Sarau do Porto em Fortaleza

Sarau do Porto em Fortaleza


Nos últimos anos, poetas e escritores invadiram cafés, livrarias, bares e espaços culturais para apresentar, declamar e performatizar suas poesia, assim, a máxima “a arte tem que ir aonde o povo está” foi e é vivida muito fortemente por esses entusiastas da literatura em nosso país.

Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, é possível ir a um sarau quase semanalmente, em Fortaleza, mais timidamente, alguns grupos mantiveram essa efervescência poética acesa, a exemplo do Espaço Templo da Poesia que, durantes quatro anos, manteve suas portas abertas com saraus quinzenais.

O Sarau é como uma feira-livre, é lá onde o poeta ‘vende o seu peixe’, é lá onde se pode ter contato mais direto com seus leitores e ler nos olhos a teoria da recepção posta em prática. O público é uma espécie de termômetro, as palmas mais acaloradas são inevitáveis, um gritinho aqui e acolá.

Mas nem sempre foi assim, no período do romantismo europeu e brasileiro, sarau foi sinônimo de comedimento, falar poemas, acompanhado sempre de uma senhora ao piano, era um evento social da mais alta estima, um momento para o flerte e, quem sabe, para conquistar um editor ou um mecenas e conseguir publicar um livro.

Nessa perspectiva, inscreve-se o Sarau do Porto, que, de um lado, lembra as rodas de poesia do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, que já foi um dos principais pontos de encontro de poetas do Ceará; do outro, renovando, injetando sangue novo, fazendo ousadias e mostrando que apesar de alguns estarem a agonizar nas lamúrias de um declínio da produção literária em nosso estado, a poesia ainda VIVE.

Cada Edição vai possuir um poeta cearense homenageado. Nas duas edições, pensadas para este evento, sugerimos os nomes do poeta Francisco Carvalho, falecido há pouco tempo, por ter sido um dos grandes expoentes da Literatura Cearense, do escritor Jose Alcides Pinto, pela obra que deixou ao povo cearense, ambos por ainda serem pouco lembrados na literatura brasileira.

O sarau receberá quatro convidados poetas, apostando na diversidade, sendo colocado, em um mesmo espaço, poetas jovens, publicados, não publicados, poetas populares, poetas marginais, poetas de "algum nome" e poetas não conhecidos. 

A cada recitação dos poetas, o músico convidado da noite executa uma peça musical e o Apresentador do Sarau recita um poema do Poeta homenageado da noite. Após os convidados da noite, é aberta a roda de leitura para o público que inscreveu trabalhos para ser lidos. Cada pessoa da plateia poderá recitar 1 poema, que será inscrito antes do início do Sarau.

PÁGINA DO EVENTO NO FACEBOOK: AQUI


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29 de julho de 2014
Maersk Alabama, entre Fortaleza e Irlanda.

Maersk Alabama, entre Fortaleza e Irlanda.


Joice e Ramon em Ilustração de Ramon Cavalcante


Dia 30 de julho de 2014, (quarta-feira), a escritora cearense Joice Nunes lançará o livro de sua autoria, "Maersk Alabama”, uma publicação independente que conta com ilustrações do quadrinista Ramon Cavalcante.  O evento ocorrerá no restaurante Mambembe-Comida e Outras Artes (Rua dos Tabajaras, 368), a partir das 19h. Durante o evento serão projetadas em 3d mapping fotografias antigas e atuais de figuras anônimas nas praias de Fortaleza, além de contar com a presença dos djs Darwin Marinho e Estácio Facó. Também serão projetados os filmes "É Proibido Pular" de Lucas Coelho, e "Riozinho", da produtora Nigéria.

“Maersk Alabama” é um pequeno livro com seis textos escritos durante o ano de 2013 durante a estadia da autora na cidade de Dublin, na Irlanda. A distância da sua cidade natal a fez refletir, a partir da ótica da ausência, sobre a importância do mar de Fortaleza para a constituição de si mesma. Os textos também fazem uma crítica ao modo através do qual a cidade vem sendo erguida, priorizando a lógica de uma pretensa modernidade em detrimento de sua história. As ilustrações de Ramon Cavalcante dialogam de forma profunda e sensível com todos os textos, sendo possível dizer que há uma simbiose imprescindível entre o que está escrito e o que está ilustrado.

 Teaser do Lançamento

Sobre Joice Nunes

Joice Nunes é natural de Fortaleza, tem 32 anos e trabalha como revisora de textos e redatora. Como escritora, lançou o livro “Metropolis” (La Barca, 2012), participou da antologia de textos breves “Trânsitos de Leitura”, organizada por Flávia Memória e Érica Zíngano e publicou diversos textos na Revista Aldeota (2011), assim como no jornal O Povo.

Sobre Ramon Cavalcante

Ramon Cavalcante estudou comunicação, artes visuais e cinema. Já trabalhou com desenho animado, quadrinhos e ilustração em geral. Autor dos projetos "Cidades Internas", "Troco de Quadrinhos" e "Quinta-Feira".

                                                                                   Serviço


Evento: Lançamento do livro Maersk Alabama
Autora: Joice Nunes
Ilustrações: Ramon Cavalcante
Data do evento: 30 de julho de 2014 (quarta-feira)
Horário: 19h
Preço: 30 reais
Local: Mambembe- Comida e Outras Artes (Rua dos Tabajaras, 368)

Contato: 96581965/30350120


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16 de julho de 2014
Boto Cinza Cor de Chuva, Livro Infantil de Raymundo Netto será Lançado dia 19 de Julho

Boto Cinza Cor de Chuva, Livro Infantil de Raymundo Netto será Lançado dia 19 de Julho


Numa enseada, em dia chuvoso, um filhote de boto é preso numa cachoeira. Medo, angústia. Estaria perdido, mas… Em Boto cinza cor de chuva, a história de uma amizade aparentemente impossível: a de Pedro, um menino pescador, e "Chuva", o boto-cinza. Suba na ponte ou no dorso de uma onda verdinha, Tome nas mãos este livro e saiba como tudo aconteceu!

Boto cinza cor de chuva é uma narrativa poética, que trata, em texto leve e fluente, da amizade, do respeito às diferenças e do meio ambiente, sem esquecer de ser literatura. As riquíssimas ilustrações de Raisa Christina, feitas em lápis de cor, oferecem um atrativo especial ao olhar infantil. É um presente que pode incentivar as suas crianças, sejam elas filhos, sobrinhos, netos, a tomarem aquele gostinho mágico da leitura. Leve-os, num programa de final de tarde de sábado, para ouvir a história contada pela Casa do Conto. Vamos tentar?

Sobre o autor

Raymundo Netto é escritor, designer, quadrinhista e produtor cultural. Estreou na literatura em 2005, com o romance Um Conto no Passado: cadeiras na calçada, ganhador do I Edital de Incentivo às Artes da SECULT/CE. Em 2007, seu livro de contos, Os Acangapebas, ganhou o Edital de Literatura da Funcet (SecultFOR), sendo lançado apenas em 2012, após receber o Prêmio Osmundo Pontes da Academia Cearense de Letras.
Em 2005, passou a integrar o conselho editorial do CAOS Portátil: um almanaque de contos e, mais tarde, seria coeditor da revista literária Para Mamíferos. Em 2007, passou a escrever crônicas para o Caderno "Vida & Arte" do jornal O POVO. De 2008 a 2012 integrou a equipe da Coordenadoria de Políticas do Livro e de Acervos da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, na qual, além de publicar, em dois anos, cerca de 80 livros de autores cearenses, dentre eles, obras raras, escreveu, em 2010, a Cronologia Comentada de Juvenal Galeno, na coleção Obra Completa por ele organizada, e, também em 2010, foi membro do Conselho Curador da IX Bienal Internacional do Livro do Ceará, redator e elaborador do "Prêmio Literário para Autor Cearense" e um dos coordenadores da "I Feira do Livro do Ceará em Cabo Verde", em 2011. Em 2013, a convite do departamento de patrimônio da SecultFOR, escreveu Centro: coração malamado, da coleção Pajeú, projeto de Gylmar Chaves. Em 2014,Crônicas Absurdas de Segunda, coletânea de crônicas, foi contemplada com o Edital de Incentivo às Artes da Secult.
Dentre suas obras de literatura infantojuvenil: A Bola da Vez (2008), A Casa de Todos e de Ninguém (2009) e Os Tributos e a Cidade (2011), todos publicados pelas Edições Demócrito Rocha, destinados a projetos.
Em 2012, recebeu a Medalha Boticário Ferreira, da Câmara Municipal de Fortaleza.
Atualmente é editor adjunto das Edições Demócrito Rocha e mantém, desde 2009, o blog AlmanaCULTURA.

SERVIÇO

Lançamento: Boto cinza cor de chuva, livro infantil de Raymundo Netto. (Edições Demócrito Rocha)

Data: 19 de julho (sábado), às 17h
Local: Espaço O POVO de Cultura & Arte
(av. Aguanambi, 282 - jornal O POVO)*
Participação especial:
A Casa do Conto, de contadores de histórias, fará a leitura
da história para as crianças
Investimento cultural: R$ 26,00
(*) o Estacionamento Central, ao lado do jornal O POVO, terá vagas gratuitas
para o público participante)


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Convite para lançamento do livro: Baladas para violão de cinco cordas

Convite para lançamento do livro: Baladas para violão de cinco cordas


Amigos. Dessa vez eu não vim escrever alguma resenha sobre determinado livro que eu tenha gostado. Estou aqui apenas para convidá-los para o lançamento do meu livro de poemas Baladas para violão de cinco cordas. O evento acontecerá em Sobral, cidade localizada no interior do Ceará. Porém se você é de outro estado e quiser adquirir o livro basta ir na loja virtual da Editora Penalux e solicitar o seu. 

O meu livro terá a honra de ser apresentado por José Luís Lira, escritor, e, presidente da Academia Sobralense de Estudos e Letras. Na orelha do livro eu teorizo rapidamente um pouco sobre a balada-poética: "Geralmente são poemas musicais líricos-dramáticos. Ou poesia de caráter narrativo. Na estética romântica o termo "balada" era utilizado para referir-se a temas instrumentais (pianos, clarinete, violoncelos...). Dicionário definição de Balada: "Corruptela do original em francês "BALLADE", significava uma peça musical de um único movimento, com qualidades narrativas dramáticas, elaborada por volta do Séc. XIV." O posfacio é assinado pelo amigo, e editor desse site, Nathan Matos, o texto intitula-se A solidão entre baladas. Mais à frente publicaremos aqui este texto.

Aos que puderem ir ao evento fica o convite. Deixo abaixo alguns links informativos sobre o livro. 


Link para ler um trecho do livro: http://pt.calameo.com/read/0018123012a5f1cd34e90

Alguns poemas do livro:

balada para violão de cinco cordas

I

essa é a história de chico
mais um dentre tantos
que ardem por justiça
chico era homem casado
(de uma mulher só)
pai; amigo; xadrezista; filósofo e sonhador
cansou sem grandes alardes da vida
dizia que
viver é uma atividade repetitiva e cansativa
um belo dia
disse à mulher e aos filhos que iria se encontrar com Deus.
no mesmo dia
voltando para casa
chico ao atravessar a avenida
foi engolido por um caminhão
não resistiu


II

PSIU!!
reza a lenda que chico
era um filósofo suicida



ode a sulamita


Eu dormia, mas o meu coração velava; e eis a voz do meu amado que está batendo"
Cantares de Salomão 5:2

I

eu não dormi aquela noite
passeei pela noite seguindo o ritmo
das batidas cardíacas de minha amada.
a voz de minha amada
é a força motora de meu barco a vela.
navegar em seus lábios
é melhor que o vinho.
minha amada é como a pomba
não a prendo em minhas mãos.
ela é delicada, linda, graciosa e sutil
como a mirra exposta ao sol


II

assim como as muralhas de Jerusalém
os braços de minha amada me protegem.
ela me afaga com o mesmo cuidado
que um pastor afaga as suas ovelhas
o seu corpo é o meu telhado
num dia de chuva
o seu cabelo é mais cheiroso e afável
que os campos do Líbano
que Deus me perdoe
por ter escrito o nome de minha amada
no caule do cedro de meu jardim


III

minha amada é majestosa
como os montes Moriá, Sião e Sinai.
os braços de minha doce e amada Sulamita
são navegáveis e afogáveis
como o mar mediterrâneo.
a sua presença é mais refugiosa
que estar em En-gedi.


IV

ela é a fonte dos jardins
ela é a força dos cavalos
ela é o eco das cavernas
ela é o horizonte
ela é o azul do mar
ela é o sol se pondo
ela é minha amada:

sulamita.
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15 de julho de 2014
Cora e Adélia Receita de Poesia em Um Dedo de Prosa, no Espaço Cultural Correios Fortaleza

Cora e Adélia Receita de Poesia em Um Dedo de Prosa, no Espaço Cultural Correios Fortaleza




Após estrear no Rio de Janeiro e passar por São Paulo, Brasília e Juiz de Fora, o espetáculo Cora e Adélia, Receita de Poesia Em Um Dedo de Prosa chega à Fortaleza para curta temporada, entre os dias 17 e 19 de julho, no Espaço Cultural Correios.

O espetáculo tem direção de Rafaela Amado, texto original de Jackson Costa e conta em seu elenco com as atrizes Sônia de Paula e Nica Bomfim. As sessões acontecem às 19h, de quinta-feira (17) a sábado (19), com entrada franca. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes de cada apresentação, que terão 70 lugares disponíveis. Projeto sócio-cultural de incentivo à leitura, o espetáculo tem o patrocínio dos Correios e do Ministério da Cultura. A realização é da Somar Ideias. 
Em cena, duas amigas, companheiras de vida, fazem um balanço de suas histórias ao se depararem com as obras das poetisas Cora Coralina e Adélia Prado. Lembram passagens românticas, comoventes, alegres e divertidas. O real encontro das obras se dá por meio dos textos: uma completa o pensamento da outra, com continuidade e trazendo respostas.

Foto Divulgação
SERVIÇO

CORA E ADÉLIA – RECEITA DE POESIA EM UM DEDO DE PROSA
Leituras dramatizadas das obras de Cora Coralina e Adélia Prado.
Com Sônia de Paula e Nica Bomfim.
Direção, pesquisa e seleção dos poemas - Rafaela Amado.
Texto original, pesquisa e seleção dos poemas - Jackson Costa.
Local: Espaço Cultural Correios Fortaleza
Endereço: Rua Senador Alencar, 38 – Centro - Fortaleza – CE
Informações: (85) 3255-7142 - E-mail: espacoculturalce@correios.com.br
Data: De 17 a 19 de julho de 2014 – quinta a sábado, 19h.
Capacidade: 70 lugares
Grátis - Senhas distribuídas uma hora antes de cada apresentação
Acessibilidade: Intérprete de Libras

Mais informações:
blog: http://coraeadelia.blogspot.com/


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29 de maio de 2014
Era uma vez um padre e um rei...

Era uma vez um padre e um rei...



Mariza Baur lança livro infantojuvenil
Era uma vez um padre e um rei... aborda a relação de afeto entre avô e neto
em um cenário composto pelas tradições gaúchas

“Gosto das aventuras deste livro.
Elas nos ensinam muitas coisas, principalmente
o amor à natureza e aos costumes de um tempo que,
no Rio Grande do Sul,  ainda é muito presente.”
Luiz Antonio de Assis Brasil



Era uma vez um padre e um rei... (Editora Marcavisual, 32 páginas) retrata a transmissão dos costumes de uma cultura fortalecida por laços afetivos. O livro de estreia da jornalista, escritora e advogada Mariza Baur tem ilustrações da artista Aline Daka e projeto gráfico de Airton Cattani.

A obra infantojuvenil narra a história de amor entre Daniel e seu avô. O menino, que adora ouvir as histórias do avô, está triste porque ele deixou de contá-las. Daniel, inconformado, faz de tudo para que o avô volte a contar as aventuras que o encantam, casos engraçados e lendas como a do Negrinho do Pastoreio, do Sepé Tiaraju e da princesa moura encantada que mora na barranca do rio. O desfecho, repleto de ternura, reserva uma surpresa aos leitores.  

Mariza Baur é jornalista, escritora, advogada, procuradora do Ministério Público. Estudou Direito na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco - Universidade de São Paulo (USP) e Jornalismo na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Foi diretora da UBE - União Brasileira de Escritores. Tem contos, crônicas e poesias publicados em diversas antologias. Recebeu prêmios literários no Brasil e na Itália. Vive e trabalha em São Paulo, mas a amizade e a literatura a levam sempre ao Rio Grande do Sul.

Era uma vez um padre e um rei...
Mariza Baur
Editora Marcavisual
Capa dura, 32 páginas, formato 21x28 cm. 
R$ 48

Evento de lançamento do livro Era uma vez um padre e um rei..., de Mariza Baur
São Paulo: dia 31 de maio (sábado), às 15 horas – Livraria da Vila – Lorena
Al. Lorena, 1731 / Tel.: (11) 3062-1063
Na ocasião, haverá contação de histórias com o grupo Espaço Sambalelê, às 16h.


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