Conversa com Meire Oliveira, autora do livro Pintando Borboletas
A jovem escritora Meire Oliveira é natural de Lins (SP), onde trabalha
como professora de inglês. Seu primeiro livro, Pintando Borboletas (Penalux
2013), foi bastante elogiado por quem o leu. Por e-mail a autora,
generosamente, respondeu ao pequeno questionário sobre seu livro e o ofício de
escrever.
LP - Como você se descobriu escritora?
MO - Na verdade me descobriram. (risos) Eu sempre gostei de escrever,
quando criança eram diários e depois mais crescida vivia com agendas e mil
cadernos. Tive a ideia de abrir um blog em 2007, mas sem pretensão nenhuma e
fui descobrindo que eu poderia brincar com meus sentimentos e as palavras
naquele espaço. Foi em meio a comentários de pessoas que nem me conheciam
pessoalmente e de amigos que visitavam o blog que me descobri uma apaixonada
pela escrita e até hoje não passa um dia em que eu não escreva, pelo menos uma
frase. As palavras são uma terapia pra mim.
LP - O seu livro “Pintando Borboletas” trata de que temas específicos?
MO - Meu livro trata de variados temas num misto de sentimentos e à
busca da luz interna em todas as situações. Todos os textos têm uma pitada de
leveza com toques de poesia.
LP - Quando você sentiu a necessidade de publicar um livro?
MO - Essa ideia começou a passar pela minha cabeça por conta de amigos
que diziam que eu poderia publicar e fui pensando até que a ideia floresceu e
eu achei uma editora super bacana que é a Penalux e me joguei de braços e asas
abertas.
LP - Quais os escritores que não saem de sua cabeceira?
MO - Na minha cabeceira atualmente tem Eckhart Tolle, Martha Medeiros e
Clarice Lispector. E hoje em dia com a internet tem até uma cabeceira virtual
na qual eu leio várias pessoas que admiro demais e que acompanho de perto as
palavras que são a Emiliana Vaz, a Marla de Queiroz e o Alexandre Lúcio
Fernandes entre outros que cada um no seu estilo me agregam não só a mente, mas
à alma. Quem ama escrever também ama ler, acho difícil essas duas delícias
andarem separadas.
LP - Como foi a recepção de leitores com o seu livro? Poderia nos
relatar algumas estórias?
MO - Eu costumo dizer que quem escreve coloca nas linhas pedaços da própria
alma e eu me empolguei muito vendo que pedaços de mim estavam indo para vários
lugares do país. As pessoas costumam dizer que minha escrita é profunda e as
toca e isso é bom demais, porque é uma maneira de alcançar mesmo quem está
distante. Têm algumas situações que me deixaram bem animadas que foram algumas
pessoas que compraram o livro pra si mesmas e um tempo depois me procuravam
querendo mais para dar de presente para amigos e parentes. As pessoas costumam
dizer que minhas palavras fazem bem, levam esperança e coisa boas. Se de alguma
forma a minha escrita faz com que as pessoas pensem um pouco e se ajudem eu já
me sinto imensamente grata ao Universo.
6- Já tem algum livro no prelo?
Eu tenho um já pronto, mas esse ano ainda quero trabalhar com meu
Pintando Borboletas além de outros projetos, mas o Universo vai conspirar e ano
que vem deve sair o segundo.

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