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8 de outubro de 2014

"A Cartomante" é o primeiro poema de Alex Costa para o LiteraturaBr






















Quando ontem me olharam e disseram
Que o mundo hoje findar-se-ia,
Ri na cara daquela pobre infeliz
Sem saber que sina triste eu teria.

Cheguei em casa. Bati na porta. Ninguém abriu.
Dei a volta para entrar pelos fundos, logo pensei:
“que milagre, o Rex ainda não latiu!”
Mas eles estavam em casa - D. Nice me garantiu.

A porta entreaberta, as roupas estendidas no varal,
A casa em fúnebre silêncio - estranhei;
Rex deitado ao lado do fogão, um osso
Que não terminou de roer. Chamei:

- Berenice, cadê você, minha nega?
E o pesar do silêncio no ar. Corri avexado à sala,
E quando fui à cortina levantar,
Foi como um tiro: três corpos sem vida,

Um mar de sangue e a Morte, toda faceira, deitada no sofá. 







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