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6 de dezembro de 2014

3 poemas de Manuella Bahls


por Manuella Bahls

Rua de Pedras

Nenhum destes
da rua de pedras
me foi tão próximo
E nenhum destes
da rua de pedras
mais me escapou
De que vale, afinal
tê-lo encontrado
na rua de pedras

Se nosso final
foi mais duro que
as pedras da rua?

Infinito

Que esse amor
seja verso
enquanto dure
e se for
pra não ser infinito:
que se apure.

Não me Kahlo

Não me peça 
pra engolir
os fatos

Também não
tente oprimir
meus atos

Este é meu corpo
e não está em
comodato

Enfrento tudo
o que vier,
nunca me Kahlo

Sou livre e
não tenho medo
do teu falo.

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1 comentários:

  1. Anónimo3:03 p.m.

    Gosto do modo que a autora se expressa : suave e direta.

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