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6 de dezembro de 2014
3 poemas de Manuella Bahls

3 poemas de Manuella Bahls


por Manuella Bahls

Rua de Pedras

Nenhum destes
da rua de pedras
me foi tão próximo
E nenhum destes
da rua de pedras
mais me escapou
De que vale, afinal
tê-lo encontrado
na rua de pedras

Se nosso final
foi mais duro que
as pedras da rua?

Infinito

Que esse amor
seja verso
enquanto dure
e se for
pra não ser infinito:
que se apure.

Não me Kahlo

Não me peça 
pra engolir
os fatos

Também não
tente oprimir
meus atos

Este é meu corpo
e não está em
comodato

Enfrento tudo
o que vier,
nunca me Kahlo

Sou livre e
não tenho medo
do teu falo.

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12 de agosto de 2014
2 poemas de Manuella Bahls

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por Manuella Bahls


Por tudo aquilo que se almeja
[Dá-lhe um gole na cerveja]

Seja qual for seu caminho
[Por um pouco mais de vinho]

O que quero é vida de paz, tranquila
[Abraçada com tequila]

Da minha vida ser comandante
[Com um pouco de espumante]

Se é capricho ou se é pirraça
[Desce um gole de cachaça]

Isso não é pra qualquer um
[Mesmo com uma dose de rum]

Talvez não pra você, talvez nem pra mim
[Ou talvez para nós, com um bom gim]

Porque esse crime não tem autor nem réu
[Mas com uma dose de hidromel]

O errado mesmo não é beber demais
Mas sim amar de menos.
*


Singular

Em uma mão teus cabelos
Enquanto a outra brinca em tuas costas
Nas tuas mãos, minha cintura
Que encaixa na curva da tua palma
No meu rosto tua barba
Que arranha a pele e esculpe o desejo
Aos teus ouvidos minha respiração
Embalada na harmonia dos teus sons
Nos teus olhos ternura
E quando batem nos meus, sossego
Na minha boca a tua
E em nossos corpos, singular
Sem pluralidades
Sem pressa.

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