Vidas Anônimas: um blog que busca o extraordinário na vida de pessoas comuns
O pintor dono de um
pincel mágico, que busca descobrir qual cor o tornará visível ao olhar alheio.
O porteiro que distribui benções às centenas de moradores do edifício em que
trabalha. O homem que é anônimo na maioria dos 365 dias do ano, mas durante os
festejos de momo se tornava o Rei do Carnaval alagoano. A senhora que entre
pontos altos, baixos, médios e inteiros, tricotou-se em pontos quebrados. A
doce senhorinha que cheira a saudade, a tempo, a lembranças de uma vida vivida
e hoje esquecida.
Lançado em abril
deste ano, o Vidas Anônimas (www.vidasanonimas.com.br) é uma publicação on-line
e independente destinada a leitores interessados em descobrir o que está além. Sua
autoria é de quatro amigos reunidos em torno de um denominador comum: a vontade
de contar histórias e a generosidade em dividi-las com os leitores.
“O que afinal essas
pessoas pensam sobre a existência? O que escondem em seu anonimato?”, essas são
perguntas que norteiam o trabalho de Ana Cecília, Elayne Pontual, Francisco
Ribeiro e Glória Damasceno. “Pretendemos preencher o vazio e quebrar o silêncio
dessas vozes, mostrar a cara daqueles que não viraram notícia, revelando ao
leitor a realidade, essa que vai além das capas de jornais e revistas”, afirma
Ana Cecília, uma das autoras do blog.
Na contramão do
timing dos jornais, das revistas e da internet, o projeto traz imagens e textos
mais reflexivos, que contam a vida de pessoas-estatísticas, de gente que dribla
as armadilhas do cotidiano brasileiro, de rostos anônimos que desejam bem mais
do que sobreviver. “Nossa principal ferramenta é a sensibilidade e nela nos
apoiaremos para encontrarmos outro ângulo, outro foco, outro olhar”, diz Elayne
Pontual, idealizadora do blog.
Construído através de
quatro perspectivas diferentes sobre a vida, o projeto se dedica a investigar
os milagres cotidianos. “Se temos um ideal, é a nossa fé no homem. Queremos
enxergar o que é alheio para a maioria, porque existe algo belo no que é
desapercebido”, pontua Francisco Ribeiro.
Para Glória
Damasceno, a maior gratificação do projeto é dar vez e voz às falas que se
fizeram mudas, ou que foram caladas: “E, sobretudo, sem vaidade, mostrar ao
personagem que a vida dele é mais importante do que ele imagina, que ele tem
muito a contar”.
SERVIÇO
www.vidasanonimas.com.br
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instagram.com/vidasanonimas
twitter.com/vidas_anonimas

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