Poema de Eduardo Ariede
por Eduardo Ariede
Odeio o
verão e seus dias ensolarados.
Caminho
pela cidade e toda sombra projeta seu contorno.
Os sons que
as folhas emitem com o sopro do vento ecoam o seu nome.
O Sol
escaldante refletido nas lajotas da rua lembra seu sorriso.
O suor que
escorre da minha testa tem seu perfume.
O sorvete
que tanto refresca tem gosto do seu corpo.
Respirar se
torna a mais difícil das tarefas.
Nunca
aceitei sua partida sem data para voltar.
Esse
maldito hiato que só você quis.
Essa
sensação de copo meio vazio que nunca me vai embora.
Essa sede
de você, que nunca termina, nesse verão maldito.

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