A poesia clama por espaço no Sarau do Porto
O Sarau do Porto ocorreu ontem, dia
13 de agosto, às 19h00m, pela primeira vez no Portal Iracema das Artes. Nele
ocorreu uma homenagem, mais que justa, ao poeta cearense Francisco Carvalho,
falecido no ano de 2013. Lá estavam quatro poetas com idades divergentes, mas
que possuíam e possuem consigo a poesia como força-matriz da vida.
Entre conversas e poemas recitados,
uma música tocada e cantada por Luciana Costa fazia sorrir os que por lá estavam,
sentados, calmamente, esperando as performances de Reginal Figueiredo e de Josy
Maria, que fumando um cigarro e afirmando com seu cordel que todos, não apenas
os homens “comemos na palma de sua mão”, mão esta de mulher, mas que poderia
ser a mão da poesia, que invade os corações e arrepia todo o corpo arrefecido
de frases rimadas ou não.
Aos
poucos, Talles Azigon, responsável pelo evento chamou as palavras
selvagens de Madjer de Souza Pontes para na penumbra da noite trazer o lume
poético que entortava ouvidos e pescoços para entender o que se dizia na noite
calma, mas não fria.
Poderá haver quem diga que eram
poucas as pessoas que lá estavam, cerca de 60 ou 40, pouco importa, e que
saraus são chatos; mas o que pode ser percebido, ontem, é que são vários os que
querem falar para o mundo a sua poética, compartilhar a sua catarse. Com o
palco aberto, alguns poetas foram surgindo para declamar os seus poemas, sendo
eles melancólicos ou com palavras chulas que não machucavam algures, mas que
faziam sorrir quase todos.
O Sarau do Porto pode ser um espaço
que tem tudo para continuar vivo dentro de um espaço público que tem em seu
nome a palavra Artes, mas que foi necessário completar 1 ano de vida para que a
Literatura surgisse em si. Esperemos pela segunda edição, agora, que acontecerá
dia 20 de agosto, na próxima quarta-feira, e que possamos aproveitar e convidar
a todas as pessoas, de todas as idades, a estarem presentes no que deveria ser
permanente.



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