4 poemas de Raniel Henrique
por Raniel Henrique
Nada
Expectativa leal e desleal falta
tanto e não falta nada, olha e nada se vê.
Nada se vê,
Nada de novo em serem novas,
histórias novas,
Atrasos e acasos tudo é culpa e
propósito,
Nada em vão,
Não é novo já ficaram velhos,
cadê os novos de novo,
Esses já foram ficaram velhos de
novo.
*
Alucinações
Aquela
saudade que batia como uma simpatia numa incessante melodia,
a ansiedade batia na porta do meu peito no
delírio do meu leito aquele aperto,
no
relampejo daquela noite escura,
seduzia
e reluziam os meus olhos negros alucinados.
*
Cada canto
Em
cada canto um tanto,
No
entanto cada espanto
Não
sinto não ouço, respiro
E
não vejo quaisquer infelicidades,
Sem
regras, sem réguas
Nem
tortas nem retas, sem respeito
Ao
peito que deito no eito, no leito.
*
A cor da alma
O fogo ardendo em chamas
Queima a robusta madeira
Na lareira, e no véu da fumaça
Sobe a sua alma,
E nas sobras de suas cinzas
Aos poucos no chão vão caindo,
Pois se vão
Como em um rito,
E fazendo juz então ao seu dito:
"Do pó viste, ao pó voltarás."

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