Entrevista com o Letras Solidárias
O projeto Letras Solidárias é
desenvolvido por estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC) bolsistas do
Programa de Aprendizagem Cooperativa em Células Estudantis (PACCE) da
Coordenadoria de Formação e Aprendizagem Cooperativa(COFAC). O projeto tem como objetivo
contribuir com o letramento dos estudantes do ensino médio, proporcionando
rendimento satisfatório na prova de redação do ENEM, a partir do trabalho
voluntário de revisores de textos.
Como surgiu a ideia
do projeto “Letras Solidárias”?
Surgiu
de um amigo, Nonato Furtado, professor da IFCE. Em 2012, ele fazia um trabalho
tímido com os estudantes do PRECE ( Programa de Educação em Células
Cooperativa) de correção de redação para o ENEM. Existia uma equipe de
revisores da rede PRECE que ajudavam na correção.
E como foi o início
do projeto?
Em
2013, eu, Gustavo Ewerson, com o Bruno Ribeiro e o Diogo Fernandes fomos
convidados pelo professor Manoel Andrade, gestor da EEEP de Pentecoste e
Professor da UFC. O projeto surgiu como necessidade de ajudar todos estudantes
da EEEP de Pentecoste na produção textual.
Daí,
fizemos o trabalho de articulação. Captamos revisores solidários, enviamos as
redações para os revisores, os revisores nos devolvem e nós geramos um boletim
para os alunos.
Quer dizer, então,
que, desde o início, vocês já se propunham a realizar um trabalho em prol de um
acompanhamento para a correção de redações estilo ENEM para os alunos da Escola
de Pentecoste?
Sim. E também nós recebemos
produções textuais com alunos com dificuldade em escrita. Trabalhos estes
desenvolvidos por estudantes de letras, orientados pela professora Ana Célia
Clementino Moura, bolsistas do PACCE (Programa de Aprendizagem Cooperativa em
Células Estudantis).
E como foi a
recepção por parte dos alunos?
Os
alunos ficam muito gratos. Gostam bastante de saber que pessoas distantes deles
estão corrigindo suas redações. Além disso, eles gostam da forma como elas são
corrigidas. Um trato interpessoal bem interessante.
Como se dá o
processo de correção? Quantas redações cada corretor corrige?
Gostamos
de utilizar o termo revisor, pois os voluntários não são profissionais
específicos. Estão realizando um trabalho voluntário. Então, elas decidem
quantas redações irão corrigir.
Vocês acreditam que
este projeto poderia ser estendido a outras escolas ou acreditam que ele apenas
evidencia a carência de laboratórios no ensino público?
Sim.
Já recebemos várias propostas de atender outras escolas. No entanto, estamos
finalizando este trabalho na EEEP de Pentecoste. Precisamos avaliar e melhorar nosso trabalho
para poder expandi-lo.
E quais projetos
paralelos vocês têm desenvolvido com os alunos?
Em
decorrência das muitas dificuldades de escrita dos alunos, nós resolvemos
captar livros de literatura para a biblioteca da escola para estimular os
alunos na leitura. Nós acreditamos nesta atividade como peça chave para haver
uma boa produção escrita.
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