Lançamento Trato de Levante
Trato
de Levante (editora Patuá), segundo trabalho poético de Bellé
Jr., é um livro de poesia narrativa com tendência pornográfica e apelo
libertário.
Apaixonada
e profundamente sulamericana, a obra conta dos dias que sucederam a
revolução social, estalada em 2013 junto às jornadas de junho. No sudoeste do
Paraná elas culminaram na vitória sangrenta dos rebeldes e na instauração de um
território livre: o Quilombo. Após o Levante, há um mundo a ser reerguido, uma
realidade a ser inventada. É quando uma poeta negra, viajante de espírito
livre, desembarca dentro das fronteiras insurgentes. Chama-se Valentina e traz
consigo, na mochila, outra revolução imprescindível, outro levante inédito e
inadiável. Ela vem atrás de recrutas.
O
livro foi iniciado no Brasil e finalizado nos Estados Unidos. Em São Paulo, a
maior parte das poesias-guia foi escrita. Apesar de se tratar de poesia
narrativa, de uma história com começo, meio e fim, há também versos soltos e
independentes, versos estes que guiam o desenrolar do enredo.
Na
segunda metade de 2013, Bellé foi aceito em duas residências artísticas: Yaddo
Art Colony e Art Farm Nebraska. Durante quatro meses, permaneceu isolado entre
os jardins de Saratoga Springs e o deserto verde da pequena Marquette. Lá
escreveu toda a voz feminina presente no livro, rearranjou a relação de seu
homônimo, de seu xará com a protagonista Valentina, até o livro conhecer seu
desfecho.
Duas
dessas poesias tornaram-se músicas. A mais explícita delas, “Escombro” foi rebatizada pelo cearense
Daniel Groove e tornou-se “Teu Homem”. Foi gravada no estúdio Cambuci
Roots e produzida por João Vasconcelos. O mesmo com “O tempo das horas”, composta pelo paraense
Saulo Duarte, música oriunda dos esfumaçados versos de “Um beque a dois”.
Outras
duas poesias do Trato de Levante tornaram-se roteiro para o curta-metragem “O
poente orgasmo de Valentina”, do diretor Alexandre Paschoalini, a ser lançando
em agosto de 2014.
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Bellé
Jr.,
29, é poeta nascido em Francisco Beltrão, sudoeste do Paraná. Foi criado entre
Curitiba e os Campos Gerais, mas acabou radicado em São Paulo, onde vive há
sete anos. Em 2010 publicou de forma independente o primeiro livro de poesias,
O Sonhador Que Colhe Berinjelas na Terra das Flores Murchas. Sua terceira edição esgotou durante a Feira Plana
2, mas a versão digital segue gratuita. É também
jornalista, autor do livro reportagem “Balaclavas & Os Profetas do Caos” (Livro
Novo).
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