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19 de julho de 2014
A Família Musical de Joãozinho, de Luciana Costa

A Família Musical de Joãozinho, de Luciana Costa


Uma família muito barulhenta foi parar na prateleira reservada para a futura biblioteca das minhas sobrinhas. Não, não, eu não comprei nenhuma daquelas caixinhas de música portáteis que fazem muito barulho com um monte de luzes piscando, estou falando do livro da Luciana Costa, A Família Musical de Joãozinho. (PAIC + Governo do Estado do Ceará, Fortaleza-Ceará 2012)

A própria Luciana Costa é uma mulher-orquestra, musicista e escritora, a moça toca piano, cavaquinho, acordeom, pandeiro, chocalho, até tampa de panela e muitos outros instrumentos que nem cabem se for colocar aqui nesse texto. Em seu livro não poderia ser diferente.

A história dessa família é muito bem afinada, o Pai é regente, a Mãe é cantora,  os sete filhos barulhentos tocam toda hora, seja dia ou madrugada, promovendo festas, shows e serenatas.

Porém, como diria a música do rato da banda Palavra Cantada, sempre tem um que é diferente, nessa família o diferente é Joãozinho, desafinando a banda, não domina instrumento algum, uma tristeza. 


Os anos passam na família de Joãozinho, todo mundo vai crescendo e tomando seu rumo, por isso a banda da família vai se desfazendo, cada membro do clã assume outra profissão, Simião vira Padeiro e tem até um vai pras bandas da NASA ser Astronauta. Não vou fazer uma de fuxiqueiro e contar a história toda, mas digo que uma coisa muito legal acontece. 


O livro é escrito todo em versos, tudo bem metrificado, parecendo uma grande música, Já contei pra vocês que a rima é um recurso excelente para manter a atenção das crianças devido ao seu caráter lúdico, desse modo à leitura desse livro será muito bem aceita, experimente.  Você pode encontrar o livro integral na internet, o projeto PAIC + disponibiliza os originais em PDF, pode-se ler junto com os pequenos na telinha do notbook ou do leitor de ebook, outra possibilidade é imprimir e encadernar.

Quem assina as ilustrações é Adams Pinto, a família e suas peripécias ficaram muito bem representadas, a imaginação se materializa nas gravuras e dá pra voar longe com elas, até o espaço sideral.


Agora, vamos parar de LERO-LERO, clica aí no link e se divirta lendo a Família Musical de Joãozinho. 






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12 de julho de 2014
Biblioteca das minhas sobrinhas em... Palavra-Chave

Biblioteca das minhas sobrinhas em... Palavra-Chave


Um dos poetas que eu mais gosto e que nasceu no Ceará escreveu um verso que vez ou outra passa na minha cabeça como uma grande placa luminosa piscando:

“a palavra chave
Já não fecha nem abre”
Horácio Dídimo

Olha o Sérgio Néo ^^ 
Esse lance de palavra chave é muito instigante, qual palavra é a palavra de abrir porta, pode a  palavra ter esse poder? As crianças dizem: sim, sim , sim.  Poesia é a cara das crianças, com um punhado de palavras elas são capazes de abrir as portas e os portões do mundo ou dos muitos mundos da imaginação.

Esse é o convite do livro do Sérgio Néo, Palavra-Chave. Pegar um bocado de palavras e brincar das mais diversas maneiras possíveis, vale fazer casamento de jabutis, de sapa com pato, vale transformar porta em portão e construir uma figura tão maluca que parece que nem é desse planeta.

O livro, que já está na estante da minha futura biblioteca infantil, usa e abusa dos efeitos poéticos, dos trocadilhos que as palavras causam quando somos pequenos e não sabemos ao certo o que elas significam, quando as palavras estão em estado de graça e podem ser o que bem quiserem.







Ilustrado por várias crianças, as palavras se transformam também em imagens, aqui cabe uma brincadeira bem interessante, podemos pegar os versos engraçados de cada página e propor para os pequenos que eles façam as suas versões.  Aqui em casa já vamos começar a colocar essa ideia em prática.


Agora, se você quiser usar esse livro para ficar viajando na maionese junto com a galerinha, então a brincadeira pode não ter mais fim, é como querer descobrir qual foi a perna que a dona centopeia quebrou. 

^^

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5 de julho de 2014
A Biblioteca das minhas sobrinhas em... E o dente ainda doía, de Ana Terra

A Biblioteca das minhas sobrinhas em... E o dente ainda doía, de Ana Terra



Ainda não sou pai, só tenho 25 aninhos de idade, mas mesmo assim sou muito mais criança que muita criança por aí. Nunca considerei isso uma ofensa, por isso quando nos fins de semanas as minhas sobrinhas aparecem lá por casa a algazarra é grande, brincamos, dançamos, como sou contador de histórias, conto histórias para alegria geral da nação. Toda criança gosta de uma boa história, pelo menos as conheci

Quando começaram a aparecer sobrinhas e sobrinhos, comecei a me preocupar “o que essa garota vai ler, eles vão ler? Ai, ai, preciso de uma biblioteca, não dá pra ficar lendo Hamlet pra criançada de 4, 5,6 anos”. Então pensei “quais livros farão parte da biblioteca futura das minhas sobrinha.” Cri, cri, cri.  Foi aí que comecei a descobrir que as minhas amigas também estavam ficando grávidas, :O, ou seja, mais sobrinhos e sobrinhas, vamos ter que fazer um Biblioteca Infantil, espero que vocês me ajudem.

Cá estamos e vou começar a apresentar para vocês alguns livros que já tenho, alguns  achados pelo caminho, e se vocês quiserem me mandar alguns :3 agradeço <3 é só falar comigo, deixo meus contatos no fim desse texto .-.



O Livro de Hoje é de uma escritora Gaúcha, que Barbaridade de Boa, a Ana Terra, direto do mundo do Érico Veríssimo para o nosso rsrsr, eu achei até uma página dela no facebook  https://www.facebook.com/anaterrailustra?fref=ts, além de escritora é ilustradora, como são divertidas as ilustrações dela, corre lá na página que você tira a prova.

Pois bem, o livro é: E o dente ainda doía, ganhei-o da Fundação Itaú Social, pelo projeto Leia para uma criança (coisa que eu to fazendo, viu seu Itaú), foi a terceira coleção que eu recebi pelos correios, mas as duas primeiras eu doei para uma biblioteca.

O livro é um conto cumulativo, contos cumulativos são aquelas que a cada página a histórias vai crescendo e repetindo o que já havia sido dito antes, tipo aquela música da velha a fiar. Contos cumulativos são sempre uma grande diversão, primeiro porque as crianças gostam de repetir as coisas, sabe aquele negócio de “paaaiiiiii conta aquela história de ontem!”, pois é, não é nada  à toa.  Segundo porque testa a nossa memória.

No E o dente ainda doía , nos temos a história de um simpático Jacaré, igual a todo Jacaré do mundo, adora tomar um banho, ficar de papo pra cima, pegando um bronze, levando uma vida boa, até que um dia... uma dor de dente horrível se abate sobre nosso amigo dentuço. Na Floresta a galera é gente boa, os animais começam a ajudar seu Jacaré, com os planos mais mirabolantes possíveis para passar a bendita dor de dente dele, os ratinhos por exemplo, indicaram um pedaço de sabão u.u. Mas nada resolvia e o dente do Jacaré só Doía.

Para aumentar a diversão, o conto todo é rimado, assim não fiquem preocupados, vocês aprenderão avoado ^^, a rima além de  ser pura diversão, ajuda muito na hora da memorização.



No fim das contas, depois que todo mundo tentou ajudar o Jacaré, ele consegue se livrar da dor de dente, imagina com o que? Tchan tchan tchan tchan, aí você vai ter que lê  , o que não vai ser sacrifício algum, pois o livro além ter uma história divertida, que certamente as crianças vão adorar, ainda tem páginas recheadas com ilustrações criativíssimas, todas feitas com papel cortado, colado e pintado, eu fiquei impressionado.

Então,


Boa Leitura.





Para as almas caridosas que querem aumentar a nossa biblioteca ligue para 0800 rsrsr ( brincadeira)

fala comigo pelo email tallesazigon@gmail.com



 <3 <3 <3 




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