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27 de agosto de 2014
Colóquio aborda formas de traduzir Graciliano Ramos

Colóquio aborda formas de traduzir Graciliano Ramos




A consultora literária e Curadora do Prêmio Portugal Telecom, Selma Caetano, fará a abertura do “Colóquio: das Formas de Traduzir - Conversas em Torno de Graciliano Ramos”, no dia 28 de agosto, dividindo mesa com os professores Walter Costa, Fernanda Coutinho e Luana Ferreira de Freitas, todos do Programa de Pós-Graduação em Tradução – POET/UFC. O evento acontecerá no Centro Cultural Banco do Nordeste (Rua Conde D’eu, 560, Centro), de 14h às 18h. O programa tem entrada gratuita.

A obra de Graciliano Ramos será discutida a partir do seu projeto estético-literário, cujas tendências provocam a curiosidade do público especializado – críticos, professores, pensadores da cultura – e amador, que se deixam seduzir por suas histórias, seus personagens e sua maneira de apontar os vícios que se colocam à engrenagem sócio-política brasileira.

Tal constatação é verificada no número de edições de seus textos no Brasil e no estrangeiro, denotando a vitalidade do autor alagoano. Pós-graduada em Teoria da Literatura, Fernanda Coutinho destaca que “a fortuna crítica sempre em curva ascendente é outro fator que demonstra a atualidade de sua obra e justifica sua presença em nossa contemporaneidade”.

Para o professor-doutor Walter Costa, o Colóquio tem como intenção situar o escritor em um mapa internacional de leitura. “Pretendemos apontar quais países ou culturas têm acesso à linguagem e ao pensamento de Graciliano Ramos”, afirma. Sobre o fenômeno tradutório, ele acrescenta: “Queremos entender que acolhimento teve o autor e sua obra fora do Brasil. É o caso de pensar como o Nordeste brasileiro descrito e narrado por Graciliano se incorpora ao imaginário de outros povos”.

O trabalho de tradução envolve conhecimento linguístico dos idiomas e um refinado tratamento da linguagem. “Apesar de jovem, a literatura brasileira tem realizações artísticas de alto nível, sendo importante o reconhecimento no estrangeiro pela beleza e penetração na alma humana do trabalho de nossos literatos”, afirma a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (POET) da Universidade Federal do Ceará, Luana Ferreira de Freitas.

Programação
Colóquio: das Formas de Traduzir - Conversas em Torno de Graciliano Ramos
Dia 28, qui, 14h às 18h

Das 14h às 15h15
Traduzir-se a Si Mesmo: Conversas do “Velho Graça”
Selma Caetano (Curadora do Prêmio Portugal Telecom, consultora literária)
Mediação: Fernanda Coutinho (Programa de Pós-Graduação em Tradução – POET/UFC - Programa de Pós-Graduação em Letras/UFC)

Das 15h30 às 16h15
O Escritor em sua Babel: que Estrangeiros Leem Graciliano?
Fernanda Coutinho (Programa de Pós-Graduação em Tradução – POET/UFC - Programa de Pós-Graduação em Letras/UFC)
Mediação: Luana Ferreira de Freitas (Programa de Pós-Graduação em Tradução – POET/UFC)

Das 16h30 às 18h
Traduzindo Graciliano Ramos

Childhood
Luana Ferreira de Freitas (Programa de Pós-Graduação em Tradução – POET/UFC)

Infância à Holandesa
Walter Costa (Pós-Graduação em Estudos em Tradução – PGET/UFSC - Programa de Pós-Graduação em Tradução – POET/UFC)

Infância/Enfance: os Limites da Proximidade
Fernanda Coutinho (Programa de Pós-Graduação em Tradução – POET/UFC – Programa de Pós-Graduação em Letras/UFC)


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11 de agosto de 2014
Sarau do Porto em Fortaleza

Sarau do Porto em Fortaleza


Nos últimos anos, poetas e escritores invadiram cafés, livrarias, bares e espaços culturais para apresentar, declamar e performatizar suas poesia, assim, a máxima “a arte tem que ir aonde o povo está” foi e é vivida muito fortemente por esses entusiastas da literatura em nosso país.

Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, é possível ir a um sarau quase semanalmente, em Fortaleza, mais timidamente, alguns grupos mantiveram essa efervescência poética acesa, a exemplo do Espaço Templo da Poesia que, durantes quatro anos, manteve suas portas abertas com saraus quinzenais.

O Sarau é como uma feira-livre, é lá onde o poeta ‘vende o seu peixe’, é lá onde se pode ter contato mais direto com seus leitores e ler nos olhos a teoria da recepção posta em prática. O público é uma espécie de termômetro, as palmas mais acaloradas são inevitáveis, um gritinho aqui e acolá.

Mas nem sempre foi assim, no período do romantismo europeu e brasileiro, sarau foi sinônimo de comedimento, falar poemas, acompanhado sempre de uma senhora ao piano, era um evento social da mais alta estima, um momento para o flerte e, quem sabe, para conquistar um editor ou um mecenas e conseguir publicar um livro.

Nessa perspectiva, inscreve-se o Sarau do Porto, que, de um lado, lembra as rodas de poesia do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, que já foi um dos principais pontos de encontro de poetas do Ceará; do outro, renovando, injetando sangue novo, fazendo ousadias e mostrando que apesar de alguns estarem a agonizar nas lamúrias de um declínio da produção literária em nosso estado, a poesia ainda VIVE.

Cada Edição vai possuir um poeta cearense homenageado. Nas duas edições, pensadas para este evento, sugerimos os nomes do poeta Francisco Carvalho, falecido há pouco tempo, por ter sido um dos grandes expoentes da Literatura Cearense, do escritor Jose Alcides Pinto, pela obra que deixou ao povo cearense, ambos por ainda serem pouco lembrados na literatura brasileira.

O sarau receberá quatro convidados poetas, apostando na diversidade, sendo colocado, em um mesmo espaço, poetas jovens, publicados, não publicados, poetas populares, poetas marginais, poetas de "algum nome" e poetas não conhecidos. 

A cada recitação dos poetas, o músico convidado da noite executa uma peça musical e o Apresentador do Sarau recita um poema do Poeta homenageado da noite. Após os convidados da noite, é aberta a roda de leitura para o público que inscreveu trabalhos para ser lidos. Cada pessoa da plateia poderá recitar 1 poema, que será inscrito antes do início do Sarau.

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16 de julho de 2014
Boto Cinza Cor de Chuva, Livro Infantil de Raymundo Netto será Lançado dia 19 de Julho

Boto Cinza Cor de Chuva, Livro Infantil de Raymundo Netto será Lançado dia 19 de Julho


Numa enseada, em dia chuvoso, um filhote de boto é preso numa cachoeira. Medo, angústia. Estaria perdido, mas… Em Boto cinza cor de chuva, a história de uma amizade aparentemente impossível: a de Pedro, um menino pescador, e "Chuva", o boto-cinza. Suba na ponte ou no dorso de uma onda verdinha, Tome nas mãos este livro e saiba como tudo aconteceu!

Boto cinza cor de chuva é uma narrativa poética, que trata, em texto leve e fluente, da amizade, do respeito às diferenças e do meio ambiente, sem esquecer de ser literatura. As riquíssimas ilustrações de Raisa Christina, feitas em lápis de cor, oferecem um atrativo especial ao olhar infantil. É um presente que pode incentivar as suas crianças, sejam elas filhos, sobrinhos, netos, a tomarem aquele gostinho mágico da leitura. Leve-os, num programa de final de tarde de sábado, para ouvir a história contada pela Casa do Conto. Vamos tentar?

Sobre o autor

Raymundo Netto é escritor, designer, quadrinhista e produtor cultural. Estreou na literatura em 2005, com o romance Um Conto no Passado: cadeiras na calçada, ganhador do I Edital de Incentivo às Artes da SECULT/CE. Em 2007, seu livro de contos, Os Acangapebas, ganhou o Edital de Literatura da Funcet (SecultFOR), sendo lançado apenas em 2012, após receber o Prêmio Osmundo Pontes da Academia Cearense de Letras.
Em 2005, passou a integrar o conselho editorial do CAOS Portátil: um almanaque de contos e, mais tarde, seria coeditor da revista literária Para Mamíferos. Em 2007, passou a escrever crônicas para o Caderno "Vida & Arte" do jornal O POVO. De 2008 a 2012 integrou a equipe da Coordenadoria de Políticas do Livro e de Acervos da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, na qual, além de publicar, em dois anos, cerca de 80 livros de autores cearenses, dentre eles, obras raras, escreveu, em 2010, a Cronologia Comentada de Juvenal Galeno, na coleção Obra Completa por ele organizada, e, também em 2010, foi membro do Conselho Curador da IX Bienal Internacional do Livro do Ceará, redator e elaborador do "Prêmio Literário para Autor Cearense" e um dos coordenadores da "I Feira do Livro do Ceará em Cabo Verde", em 2011. Em 2013, a convite do departamento de patrimônio da SecultFOR, escreveu Centro: coração malamado, da coleção Pajeú, projeto de Gylmar Chaves. Em 2014,Crônicas Absurdas de Segunda, coletânea de crônicas, foi contemplada com o Edital de Incentivo às Artes da Secult.
Dentre suas obras de literatura infantojuvenil: A Bola da Vez (2008), A Casa de Todos e de Ninguém (2009) e Os Tributos e a Cidade (2011), todos publicados pelas Edições Demócrito Rocha, destinados a projetos.
Em 2012, recebeu a Medalha Boticário Ferreira, da Câmara Municipal de Fortaleza.
Atualmente é editor adjunto das Edições Demócrito Rocha e mantém, desde 2009, o blog AlmanaCULTURA.

SERVIÇO

Lançamento: Boto cinza cor de chuva, livro infantil de Raymundo Netto. (Edições Demócrito Rocha)

Data: 19 de julho (sábado), às 17h
Local: Espaço O POVO de Cultura & Arte
(av. Aguanambi, 282 - jornal O POVO)*
Participação especial:
A Casa do Conto, de contadores de histórias, fará a leitura
da história para as crianças
Investimento cultural: R$ 26,00
(*) o Estacionamento Central, ao lado do jornal O POVO, terá vagas gratuitas
para o público participante)


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15 de julho de 2014
Cora e Adélia Receita de Poesia em Um Dedo de Prosa, no Espaço Cultural Correios Fortaleza

Cora e Adélia Receita de Poesia em Um Dedo de Prosa, no Espaço Cultural Correios Fortaleza




Após estrear no Rio de Janeiro e passar por São Paulo, Brasília e Juiz de Fora, o espetáculo Cora e Adélia, Receita de Poesia Em Um Dedo de Prosa chega à Fortaleza para curta temporada, entre os dias 17 e 19 de julho, no Espaço Cultural Correios.

O espetáculo tem direção de Rafaela Amado, texto original de Jackson Costa e conta em seu elenco com as atrizes Sônia de Paula e Nica Bomfim. As sessões acontecem às 19h, de quinta-feira (17) a sábado (19), com entrada franca. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes de cada apresentação, que terão 70 lugares disponíveis. Projeto sócio-cultural de incentivo à leitura, o espetáculo tem o patrocínio dos Correios e do Ministério da Cultura. A realização é da Somar Ideias. 
Em cena, duas amigas, companheiras de vida, fazem um balanço de suas histórias ao se depararem com as obras das poetisas Cora Coralina e Adélia Prado. Lembram passagens românticas, comoventes, alegres e divertidas. O real encontro das obras se dá por meio dos textos: uma completa o pensamento da outra, com continuidade e trazendo respostas.

Foto Divulgação
SERVIÇO

CORA E ADÉLIA – RECEITA DE POESIA EM UM DEDO DE PROSA
Leituras dramatizadas das obras de Cora Coralina e Adélia Prado.
Com Sônia de Paula e Nica Bomfim.
Direção, pesquisa e seleção dos poemas - Rafaela Amado.
Texto original, pesquisa e seleção dos poemas - Jackson Costa.
Local: Espaço Cultural Correios Fortaleza
Endereço: Rua Senador Alencar, 38 – Centro - Fortaleza – CE
Informações: (85) 3255-7142 - E-mail: espacoculturalce@correios.com.br
Data: De 17 a 19 de julho de 2014 – quinta a sábado, 19h.
Capacidade: 70 lugares
Grátis - Senhas distribuídas uma hora antes de cada apresentação
Acessibilidade: Intérprete de Libras

Mais informações:
blog: http://coraeadelia.blogspot.com/


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