Friday, February 08, 2008

A Festa do Bode

O livro mostra como foi a Era Trujillo. Com aspectos jornalísticos misturando-se com romance, o livro tem de primeira vista uma narração que não empolga, mas mantendo-se uniforme na leitura, você se vê diante de uma intriga, de um assassinato, de rasteiras políticas, de medo e de muita obra podre que este livro contem.

Falando sobre os 31 anos que Rafael Trujillo ficou a frente do poder da Republica Dominicana, mandando e desmandando, utilizando-se de um presidente-fantoche, para parecer que a Republica Dominicana vivia numa democracia, Trujillo, mata e não da chances de seu inimigo suspirar ao menos.

De repente nos vemos na varanda do apartamento de Urânia Cabral; filha do celebre Cerobrozinho Cabral, assim era conhecido Agustín Cabral, presidente do senado. Ela estava ausente há 30 anos de seu país e decidira voltar sem saber bem o porquê.

As vésperas de mais um atentado contra o Chefe ou o Bode, como é conhecido Trujillo, vemos que nem todos que estão ao seu lado há mais de 30 anos querem vê-lo continuar no poder. O presidente Balaguer sempre quieto no seu cantinho, parecendo o um bichinho de estimação mostra-nos suas garras que podem ser de ferro quando o General morre, e vê que pode ter o país em suas mãos.

Com uma forma interessante de se contar toda a história, Mario Vargas nos ensina uma maneira de dialogar e trazer à tona cenas do passado em momentos totalmente oportunos. Alguns críticos viram que Urânia Cabral seria “ a personagem de peso” do romance-jornalistico, se é que assim se pode chamar o texto de Vargas. Tentando dar a ela um peso pscicologico, so que o que vejo, é que ela é somente mais uma história de Rafael Trujillo, uma das tantas que ele desgraçou. O principal é a forma de governo, como após sua morte foi encaminhado o país para a democracia. Como os personagens antitrujillistas compactuaram com uma forma de matar o Chefe, como ele os desgraçou. Vargas me mostrou o que é não ter tanta fé em um livro, e depois se arrepender em ter pensado nisto, arrepiei- me, não do começo ao fim, mas no prenuncio do fim e no fim, e adoro isto.

Vargas Llosa, Mario – A Festa do Bode / Mario Vargas Llosa ; Tradução: Wladir Dupont. – São Paulo: Mandarim, 2000.

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