
Memórias de minhas putas tristes
Belo, magnífico, mas solitário. Quase atingindo Cem anos de solidão, escrevendo crônicas para um jornal e sem ter qualquer horizonte a ser alcançado, temos um senhor de noventa anos para nos contar como fora sua vida com algumas de suas putas.
Não tendo nunca sentido o amor dentro de si, ele começa a crer que isto encontra-se em uma ninfeta de quatorze anos. Acontece que este senhor não tem relações com esta ninfeta, mas ao mesmo tempo goza o tempo que passa ao lado dela no decorrer da noite.
O velho sábio depois de algumas noites dormidas ao lado de tal ninfeta, começa a notar que sua vida toma mais ar. Em determinado momento do livro quando está a conversar com a dona do cabaré, no qual ele dorme com sua amada, ele pergunta de que modo ele poderia presentea-la. Então Rosa Cabarcas diz a ele que poderia comprar-lhe uma bicicleta, pois a que ela usava para atravessar a cidade de uma ponta a outra para trabalhar já estava bastante avariada. Quando nosso querido velho se dirige a uma loja para comprar a tal bicicleta, ele não consegue deixar de andar nela, e cantar “com ares do grande Caruzo”.
O livro é de uma intimidade para conosco enorme. É nos narrado de tal forma que temos a impressão de estar ao lado deste quase centenário solitário. Gabriel Garcia Marquéz mais uma vez faz-nos deleitar sobre suas palavras e faz com que desejemos sempre estar a lê-lo.
Serviços: Memórias de minhas putas triste/ Gabriel Garcia Márquez; tradução Eric Nepomuceno. Rio de Janeiro:Record, 2005.
1 comments:
Where did you find it? Interesting read »
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